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Dra. Sofia Prearo – Psiquiatra em Rio Verde – GO

Por que eu, Dra. Sofia Prearo, falo sobre sono e insônia com propriedade

Sou médica psiquiatra, formada pela residência da USP de Ribeirão Preto, com vasta experiência em atendimentos ambulatoriais e emergenciais. A queixa de sono ruim é uma das mais frequentes em meu consultório.

Muitas vezes, ela é apenas a ponta do iceberg e, por trás dela, podem estar quadros de ansiedade, depressão, uso inadequado de medicações ou hábitos que passam despercebidos.

Meu papel é investigar a fundo, com escuta qualificada e plano terapêutico individualizado, para promover uma melhora real e duradoura.

1. O problema é real: a insônia afeta milhões de brasileiros

Você não está sozinho. O Brasil apresenta um dos maiores índices mundiais de distúrbios do sono.

Estima-se que até 73 milhões de brasileiros sofram com insônia ou outras dificuldades relacionadas ao sono. As buscas por soluções para esses problemas aumentaram 156% nos últimos anos, segundo dados do Google Trends, demonstrando o crescente impacto na saúde pública.

O problema não é apenas dormir pouco, mas sim dormir mal: acordar diversas vezes durante a noite, não conseguir voltar a dormir ou nunca se sentir verdadeiramente descansado ao despertar.

2. Sintomas de sono ruim: o que seu corpo e mente estão tentando dizer

O sono é um regulador natural fundamental para o equilíbrio físico e mental. Quando ele falha, o corpo todo sente. Alguns sinais comuns de sono ruim incluem:

  • Cansaço constante, mesmo após longas horas de descanso
  • Irritabilidade e oscilações de humor frequentes
  • Dificuldade para se concentrar e lapsos de memória
  • Queda no rendimento profissional e acadêmico
  • Maior sensibilidade emocional e baixa tolerância ao estresse
  • Dores de cabeça persistentes e tensão muscular
  • Aumento da ansiedade e surgimento ou agravamento de sintomas depressivos

A presença desses sintomas merece atenção, pois o impacto do sono ruim vai muito além da fadiga física, afetando diretamente a qualidade de vida.

3. Por que você dorme mal? Causas mais comuns no consultório

Em minha prática clínica, algumas causas são frequentemente identificadas como responsáveis pelas queixas de sono ruim:

3.1. Ansiedade e estresse

Pensamentos acelerados, preocupações constantes e tensão muscular dificultam o relaxamento necessário para o início do sono.

3.2. Depressão

A insônia pode se manifestar como dificuldade para iniciar o sono, despertares frequentes ou hipersonia (sono excessivo), acompanhada de sensação persistente de cansaço.

3.3. Uso excessivo de telas e dispositivos eletrônicos

A luz azul emitida por celulares, tablets e TVs inibe a produção natural da melatonina — o hormônio que regula o ciclo do sono — e estimula o córtex cerebral, dificultando o adormecer.

3.4. Ritmo desorganizado de sono

Horários irregulares para dormir e acordar, além de cochilos longos durante o dia, prejudicam a qualidade do sono noturno.

3.5. Consumo de substâncias estimulantes ou depressoras do sistema nervoso

Cafeína, álcool, nicotina e certos medicamentos, especialmente quando usados próximos ao horário de dormir, interferem na capacidade de relaxar e manter o sono.

3.6. Uso incorreto de medicamentos para dormir

Automedicação ou uso prolongado e inadequado de benzodiazepínicos podem causar dependência e piorar a qualidade do sono a longo prazo.

3.7. Condições clínicas associadas

Apneia do sono, refluxo gastroesofágico, dor crônica e alterações hormonais são exemplos de problemas que podem causar fragmentação do sono e cansaço diurno.

3.8. Ambiente inadequado para dormir

Luz excessiva, ruídos, colchão desconfortável, temperatura inadequada (muito quente ou frio) comprometem o descanso.

4. O ciclo entre sono ruim, ansiedade e depressão: um desafio para quebrar

A insônia nem sempre é um sintoma isolado — muitas vezes, ela inicia um ciclo complexo e difícil de romper:

  • Ansiedade e pensamentos acelerados impedem o adormecer.
  • A privação do sono intensifica os sintomas ansiosos, aumentando a ativação mental.
  • A exaustão física e mental favorece o surgimento ou agravamento da depressão.
  • O uso de medicamentos sem orientação adequada pode agravar ainda mais esse quadro.

Por isso, tratar apenas a insônia sem compreender seu contexto completo é como tentar secar gelo com as mãos — a melhora é temporária e o problema volta a aparecer.

5. O celular antes de dormir pode estar atrapalhando seu cérebro

O uso do celular e outros dispositivos eletrônicos antes de dormir é uma das causas mais comuns de sono ruim na era digital. A luz azul emitida por essas telas “engana” o cérebro, que interpreta que ainda é dia, reduzindo a produção da melatonina. Além disso, a interação com as redes sociais, mensagens e notícias ativa o córtex cerebral, deixando a mente em estado de alerta e dificultando o relaxamento.

Aquele “só mais cinco minutos no Instagram” pode estar custando horas preciosas de sono reparador.

6. Perguntas rápidas sobre sono: você se identifica com alguma?

6.1. “Por que eu deito cansado, mas o sono não vem?”

A dificuldade em iniciar o sono pode estar relacionada à ansiedade, ativação mental excessiva ou associações negativas com o momento de dormir.

6.2. “Acordo sempre às 3 da manhã. Isso é normal?”

Despertares noturnos frequentes merecem avaliação médica, pois podem estar associados a transtornos emocionais ou problemas físicos.

6.3. “Dormir demais também é ruim?”

Sim. O excesso de sono, especialmente quando não reparador, pode indicar depressão ou má qualidade do sono.

6.4. “Melatonina é segura?”

A melatonina pode ajudar em alguns casos, mas deve ser usada com critério e sempre sob orientação médica — não é a melhor escolha para todos.

6.5. “Quando devo procurar ajuda?”

Se os problemas com o sono persistem por mais de três semanas ou interferem significativamente no seu dia a dia, procure avaliação especializada.

7. Diagnóstico: quem avalia distúrbios do sono?

O diagnóstico e acompanhamento dos distúrbios do sono podem ser feitos por psiquiatras, neurologistas e médicos do sono.

Na consulta, são investigados fatores comportamentais, emocionais, clínicos e ambientais que influenciam o sono.

Em casos indicados, exames complementares como a polissonografia — que monitora o sono durante a noite — podem ser solicitados para diagnóstico preciso.

8. Tratamentos que realmente funcionam para dormir melhor

A boa notícia é que existem tratamentos eficazes e personalizados que não dependem exclusivamente de medicamentos. Entre os recursos terapêuticos recomendados estão:

  • Psicoterapia, especialmente a Terapia Cognitivo-Comportamental para Insônia (TCC-I), que ensina técnicas para modificar pensamentos e comportamentos que prejudicam o sono.
  • Reorganização da rotina do sono, com horários regulares para dormir e acordar.
  • Técnicas de relaxamento e meditação guiada, que ajudam a diminuir a ativação mental e o estresse.
  • Atividade física regular, preferencialmente realizada durante o dia para não atrapalhar o sono noturno.
  • Uso pontual e orientado de medicações, em casos específicos e sob acompanhamento médico rigoroso.

A escolha do tratamento deve sempre considerar a causa do distúrbio, reforçando a importância da avaliação personalizada.

9. Dicas práticas para começar a dormir melhor hoje

  • Estabeleça uma rotina de sono, indo para a cama e acordando sempre nos mesmos horários, inclusive nos finais de semana.
  • Evite o uso de telas pelo menos uma hora antes de dormir.
  • Prefira ambientes escuros, silenciosos e com temperatura agradável para o quarto.
  • Reduza o consumo de cafeína, álcool e nicotina no final do dia.
  • Faça refeições leves à noite, evitando alimentos pesados perto da hora de dormir.
  • Crie um ritual noturno relaxante, como banho morno, leitura leve e luz baixa.
  • Se acordar no meio da noite e não conseguir voltar a dormir, levante-se, faça uma atividade calma e retorne à cama somente quando sentir sono.

10. Dormir bem é possível: com ajuda especializada

Você não precisa continuar acumulando noites mal dormidas. Investigar o que está por trás do seu sono ruim é um cuidado essencial para sua saúde mental, energia e qualidade de vida.

Se você sente que precisa de ajuda para melhorar seu sono, estou aqui para acolher, escutar e orientar com ciência e ética médica. Clique no botão abaixo, agende uma avaliação especializada e dê o primeiro passo para noites mais tranquilas e dias mais produtivos.

Leia também

Publicações da Academia Brasileira do Sono: https://absono.com.br/revista-do-sono/

Artigo sobre ansiedade: https://drasofiapsiquiatra.com.br/ansiedade/

Artigo sobre depressão: https://drasofiapsiquiatra.com.br/depressao/

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